terça-feira, 6 de novembro de 2007

Soneto do Amor Platônico

O amor soturno, sombra em temores
Não sabes que resignas-te em vão
Pelo anjo protetor que conforta noites
E deseja tua serena iluminação

Se choras a solidão, o frio e o abandono
Saiba que meus olhos procuram com fervor
O sorriso onde aqueço meu outono
Mas sequer sabes da existência desse amor

Um coração que se alegra com teu sorriso
E se entristece com tuas lágrimas
Nesse eterno espelho a refletir teu brilho

Uma alma que sofre com duas feridas;
De carregar a tristeza desse amor
E por tu não saberes que és tão querida

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