Família, meus caros, família. Difícil é a vida de quem não tem uma. Eu, apesar de não demonstrar direito, me impressiono e me fascino freqüentemente com a minha.
Não a família toda, primos, avôs, tios e todos os galhos árvore genealógica, falo da família que convive comigo. E não que os outros ramos da árvore não tenham valor, mas é do convívio diário que se percebe a importância daquilo que temos. Creio que todo mundo acha a sua simplesmente a melhor e com algo especial. É um pensamento besta, mas eu penso assim também. Minha família tem algo à parte.
Meus pais: pense em dois sujeitos que eu não consigo traduzir o quanto admiro eles. O pai, de quem peguei o nome emprestado, tem uma história de vida que merece sem dúvidas um registro biográfico. Só para constar aos desconhecidos, meu pai nasceu em Jaguarana, interior de Caxias, um dos onze (eu acho) filhos de um lavrador e uma quebradeira de coco. Hoje é diretor de redação de um jornal da capital que ele talvez nem pensasse em conhecer. Que upgrade, hein, Seu Borges?
Papai tange a vida de maneira invejável; tange-a tão bem, que chega a parecer que a vida o leva consigo, e não vice-versa. Como um vaqueiro que tange o gado sem precisar de bastão, chicote, nem cachorro, nem nada: o gado simplesmente sabe seu curso. Tem um dom especial nas suas relações com as pessoas, e ama cada filho de forma especial. Assim é meu pai.
A mãe, quem eu chamo de "sióra" ou dona Elda, vejo-a como a Úrsula de Cem Anos de Solidão. Põe a ordem na casa, e simplesmente estaríamos todos perdidos sem ela. É a mãe, oras. Ela quem marca as consulta dos filhos, quem impõe os limites, quem diz que estamos gordos ou magros, quem se preocupa, e quem tem o famoso sentido sobrenatural dado às mulheres assim que dão à luz o filho. E é pra ela quem eu peço conselhos quando a vida me aperreia o juízo. E a pouca altura que Deus lhe deu, creio ter sido para que os filhos a vissem como uma amiga, uma pessoa próxima - a menos que suba no salto. Ou que o exiba ameaçadoramente na mão se fizemos algo errado.
Bruno, se não fosse meu irmão, juro que não ia conhecer ele nunca na minha vida. Talvez, no máximo de vista. E possivelmente, eu não iria concordar com nada da personalidade dele. Sabe o bon vivant? Aproveita a o aqui e o agora ao máximo, mas não liga muito pro futuro nem pro passado? Assim é o sujeito que me influencia massivamente. Admiração de irmão mais novo. Analisando num acesso psicológico, o Sensing da personalidade dele (ISTP) complementa meu Intuitive (INTP). Ou seja, o pé no chão dele completa minha cabeça nas nuvens. E embora possua o eixo "ST" e não "SJ", o torna um guardião tal qual minha mãe, e protege todos seus queridos como um pai protege o filho.
E minha irmã. A irmã mais nova. Eu poderia continuar a explicação na psicologia analítica e analisar nossa relação, mas colocando em pratos de plástico, ela é sentimento e eu, razão. Por isso às vezes enchemos o saco um do outro. E eu faço questão de atentar a paciência dela sempre que posso. Talvez seja minha forma de dizer "estou aqui pro que der e vier". O sentimento de Juliana me faz tentar entendê-la em cada ação, fato que não consigo e me deixa sempre curioso. Como um quadro em que todos os dias se descobre um novo e belo detalhe. E isso me faz admirá-la tanto, e talvez ela nem imagine isso.
Agora fui prestar bem atenção ao título: Pessoas Incríveis. Lembrei da família da animação "Os Incríveis", conhece? Pois é, mais ou menos por aí: superpais, superfilhos. Se bem que lá só tinha dois filhos. O terceiro é o que assistiu tudo pra contar no blog.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
As pessoas incríveis que chamam "Família, família!" (ou Ode to my family)
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5 comentários:
xuniorr, agora eu conheço tua família toda!!
Rapaz, mas olha na tua família só tem gente talentosa xD. Teu pai e tua mãe fazem o que eu estudo pra fazer daqui há alguns poucos anos. Tua irmã já estudou comigo. Teu irmão diz pra tu não me bater. E tua SABE TUDOOO!!
ops eu botei um tua ali, mas era tu*
hahahahahahahahaha :)
my mother, my mother, she hold me...
my father, my father, he like me...
e cadê os irmãos? haha, faltou...
- meu super fake \j/
Poxa... Muito bacana essa admiração familiar. Penso mesmo que há poucas coisas mais fantásticas na vida que esse sentimento de admiração verdadeiro pela nossa família, pelo sangue do nosso sangue. Sem dúvida, devem ter sido pessoas fantásticas aquelas que possibilitaram uma sensibilidade deveras apurada e, pelo menos aparentemente, um sei-lá-quê de essência "do Bem" que permita que um gato que nem existe possa se sentir "próximo" de alguém que nem conhece.
Se a comparação com Úrsula Iguarán for bem próxima, então: que mulher!
Um abraço.
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