Bailarina furtiva
Invadiu-me casa
na ponta dos pés
Trouxe o hálito da noite
E folhas para o tapete
Com um sorriso cerrado
Rodopiou porta adentro
Silenciosamente
Passeou por dentre a louçaria
Trilhou o carpete
No topo das ponteiras
Fouetté
Os grilos cantavam a valsa
A noite brilhava ao palco
Bailarina furtiva
Sorriu para o reflexo na tv
Saudou as poltronas
E girava a cada vez
Que sentia o silêncio
Dos porta-retratos
Madrugada
Num descuido qualquer
Não entreviu o aplauso
Do expectador insone
No alarme teu, bailarina
A sopeira foi ao chão
Destruiu o silêncio e a porcelana
E o espetáculo foi ao fim
Fugiu perdida, trôpega
Deixando-me na questão
Se era sonho ou divina realidade
Imagine, uma ladra dançante
Os cacos no chão
Meu coração na mão
Pedem que ela volte
Eu voltei. Estou aqui. A sua Bailarina.
ResponderExcluirhaha. ;)
Bom, muito bom. Adorei.
Borges, com um relance envolvente.
Te coloquei em meus favoritos.
beijo :*
de quem é esse poema mundinho?
ResponderExcluir=*
fernandinha!
Adoro poesia sobre bailarina... Eu gostei muito de um desenho que está no seu álbum do orkut, muito mesmo. Beijo!
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