Nariz de clave de fá
Sono de relva ao vento
Cabelos de selva tropical
Risos de presente de natal
Voz de violão náilon
Desculpas de cinco versos
Olhos de sol nascente
Suspiro de arco do violoncelo
Dedos de poleiros de beija-flores
História de tempestade de janeiro
Choro de tinta de Monet
Abraço de torvelinho
Sopro de sereno no capim
Queixo de passarinho
Sorriso de cordilheiras
Pele de tempo perdido
Perninhas de argila molhada
Andar de borboleta mornaca
quinta-feira, 20 de março de 2008
É assim
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9 comentários:
ei rapaz,
eu curti MUITO esse post!
mas muito mesmo.
Suspiro de arco do violoncelo
(L)
eu achei lindo esse post *-*
É assim, alguém que eu conheço ( ;
Pelo menos EU posso falar contigo! Haha! Chico já adicionou, hein! **=
PS.: Mas o melhor de todos, pra mim, foi o post anterior a esse aqui... Acho que se eu lesse de novo, choraria de novo... UHaua!
Perfeito, perfeito!! ><'
Abraço de torvelinho!
Eu nem sabia o que era um torvelinho, mas depois de verificar imaginei o quanto deve ser bom ^^
Queixo de passarinho...
Depois de uma temporada inicial fechado num pequeno círculo de horizontes, este gato resolveu abrir-se ao infindável universo de potenciais escritores escondidos nos blogs e, sem querer, numa sorte benfazeja, terminou por encontrar no primeiro tiro um fiel representante de sua busca.
Faz tempo que meus olhos felinos não se deparam com um post digno de figurar numa seleta coleção de bons poemas, apesar da aparente subjetividade expressa em versos, deixando à mercê do leitor o entendimento de seu significado - e, por conseguinte, sua real qualidade.
Embora possa me aventurar numa possível intromissão indevida, pretendo fuçar a já extensa lista de textos aqui postados, farejando uma aguçada qualidade literária, na expectativa de encontrar inadvertidamente preciosidades e, por que não, aprendizados.
E para não ficar perdido naquele velho medo que acaba nos impedindo de avisar a uma mulher que sua calcinha está à mostra, ou que algum estranho tem um resto de feijão nos dentes - mas, nesse caso, incomparavelmente menor - faço notar que houve um pequeno erro irrelevante na grafia da última palavra, que acredito que seja 'monarca'. Que esta singela observação possa significar que, apesar do tom perigosamente lisonjeiro - e, infeliz e fortuitamente, também pretensioso - este gato não se presta a simples elogios interesseiros, mas a uma verdadeira tentativa de análise e descoberta dos escritos que porventura perscrute.
Inicial, prolixa, amável e atenciosamente,
gato de Schrödinger.
"Revisar é foda!", também disse Marx, ao constatar que suas primeiras edições do "O Capital" estavam infestadas de erros gramaticais por falta de atenção. E eu faço jus às palavras dele mais uma vez. Revisar, além do mais, é uma arte - que, por sinal, ainda não domino direito.
Valeu por avisar, detesto esses tipos de erros, por mais que passe os olhos, às vezes, não consigo notar.
Avisa aí se encontrar mais!
Abraços!
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